Papinhas: chegou a hora

Felicidade é quando a gente começa a variar o cardápio do filho!
Lembro isso do meu primeiro. O que eu não lembrava era como fazer a tal papa salgada! Oooo vergonha!

Depois que saí do pediatra com a incubência de fazer o almoço do dia seguinte do bebê, lembrei que não tinha quase nada em casa e que eu estava com os dois no carro. E justo hoje que a nossa funcionária foi pra casa cedo por causa da nossa amiga virose! Tá fááácil!

E foi no grupo das amigas mães corredoras que eu pedi ajuda. Uma dica de uma, a receita da outra. Um truque ali, outro aqui e… Voilá! Temos 150 gramas de papa salgada preparada com muito amor! ❤️

20140708-024325-9805197.jpg

Eu e a panela de pressão não temos uma boa relação!

20140708-024325-9805848.jpg

a primeira papinha de Rafa tem: batata, cenoura, cebola e rúcula!
20140708-024326-9806442.jpg

um pouco de água, 20 minutos de pressão, uma triturada básica com mix e seis potinhos com 150g de muito amor!!!
20140708-024324-9804201.jpg

novos mimos para a fase nova! Potinhos coloridos. Colheres para papinha com medidor de temperatura e mamadeiras com bicos mais largos para suquinhos e vitaminas!

5 meses e o início na escola

bebê na escola

aos 5 meses, Rafael começou a frequentar o berçário

Hoje meu pequeno faz 5 meses e, de presente, ele ganhou o seu primeiro dia de aula. Sim, iniciamos Rafael no berçário hoje, num período em que algumas crianças da escolinha saem de férias para que a adaptação seja mais fácil.

Adaptação? Ahhh, só se for a minha. Porque ele se jogou no colo da professora, riu para todo mundo, nem olhou para trás. Demonstrou segurança e curiosidade, lá no alto dos seus 5 meses de vida. Rafael começou um novo ciclo hoje e parecia estar bem feliz com isso.

Insegura? Claro! Com medo, óbvio. Saudades? MORRENDO! Mas cada minuto que passa no dia de hoje eu estou certa de que fizemos a melhor coisa. A segurança de uma escola, para pais como nós, é algo que ajuda muito nesse momento de separação.

Não quero entrar no mérito da escolha entre babá x berçário ou idade certa para colocar o bebê na escola. Cada família tem suas prioridades e sabe lidar com elas. Ou pelo menos vai aprendendo. Nós trabalhamos fora, eu em outra cidade (diferente da que moro), temos a nossa vida com os filhos e sem eles. Isso não significa, em momento algum, que nós (eu e o pai) tenhamos menos amor pelo nossos filhos.

Muito pelo contrário. É por amar demais e querer que eles cresçam muito bem que criamos nossos filhos para o mundo. Colocamos eles em convívio com outras crianças, socializamos a vidinha deles de forma que eles interajam um com os outros da melhor maneira possível.

O berçário foi uma opção, que isso fique bem claro. Existe uma necessidade e, dentro dela, algumas opções. A casa da avó, uma babá, eu parar de trabalhar e um berçário. Dentro desse contexto fizemos a nossa escolha.

Doente? Sim, ele pode ficar. Pode pegar uma gripe, chegar em casa tossindo ou assado. Mas o irmão mais velho também pode trazer alguma vírus da escola para a casa. Ou até mesmo nós. E ele pode ficar assado comigo trocando fralda, ou a avó, ou a babá… ninguém está livre disso. E como me disse uma mãe a primeira vez que falei sobre esse meu dilema aqui: prefiro curar gripes do que traumas. Sim, é isso: ter uma pessoa desconhecida em casa não me faria bem. Eu não sentaria na cadeira do trabalho e me concentraria em meus afazeres. Eu não teria disciplina para olhar o aplicativo de câmeras de segurança da casa “poucas vezes ao dia”. Eu não estaria tranquila.

A escolha pelo berçário não me faz uma mãe pior ou com menos amor. Me faz uma mãe consciente das suas obrigações e certa de que está fazendo a melhor escolha para o seu filho. A escolha pelo berçário é, acima de tudo, o início da inclusão dele no meio social.

Hoje foi o primeiro dia de aula de Rafael. Até agora o telefone não tocou, o que indica que está tudo bem. Hoje a tarde eu encontrarei meu filhote após um dia longe e encherei ele de beijos e afagos, como faço todos sempre que o reencontro. E certa de que ele teve um excelente primeiro dia de aula!

Com que dinheiro eu vou?

dinheiro para férias

Cartão de crédito, saque em dólar ou cartão pré-pago internacional. A escolha de como levar o dinheiro numa viagem deve considerar taxas e segurança.

Já não é novidade que vamos estrear na Disney. E, para tudo correr bem, a poupança já está começando a ser feita, mês a mês, com a reserva técnica do salário. A minha meta é juntar ao máximo até dezembro para fazer uma viagem pré-paga.

Ou seja, na volta só trazer lembranças boas, e não uma enorme fatura de cartão de crédito para pagar. Pelas minhas pesquisas, temos quatro opções para levarmos dinheiro numa viagem internacional. Esse planejamento é essencial e deve considerar o tempo de viagem, compras, pagamento de hospedagem, deslocamento e a segurança.

Dólar em espécie: é a poupança mais tradicional para viagem. Você vai comprando a moeda estrangeira mês a mês e paga o valor do câmbio no dia. Alguns bancos cobram uma taxa para a compra e venda e outros, não. Tem que pesquisar. Geralmente o banco do qual você é correntista tem uma boa oferta.

Vantagem:

- não paga os 6,38% de IOF e pode escolher os dias em que a moeda está com uma boa taxa para fazer a compra.

Desvantagens:

- Segurança. Viajar com muito dinheiro em espécie nunca é bom. Se você perder ou for assaltando, já era a viagem. Sem contar que, pelo menos por aqui em casa, dinheiro na mão é vendaval. Vai embora rapidinho com um monte de coisas desnecessárias.

Travel Card: é o antigo travel cheque, numa maneira mais moderna de ter a sua poupança. Você pode contratar diretamente com o banco e ir colocando o dinheiro sempre que quiser, considerando o valor do câmbio. O valor vai sendo acumulado no cartão que pode ser usado em vários estabelecimentos fora do país (em geral, os mesmo que o cartão de crédito).

Vantagens:

-Você não precisa se deslocar para comprar o dólar nem ficar guardando o dinheiro em casa.

- É mais seguro levar o montante sempre no cartão de débito que é aceito nos estabelecimentos como um cartão internacional, após a digitação da senha.

- Não tem taxa de emissão, nem anuidade;

- Algumas bandeiras (como a Mastercard, por exemplo) tem um programa de benefícios para os usuários do cartão. Descontos em estabelecimentos, upgrade de quarto, entre outras vantagens que fazem você economizar. Dessa forma, o valor pago com IOF pode ser recuperado na forma de descontos. A emissora do cartão fez um site especial para o Travel Card que faz, inclusive simulações do quanto será creditado no cartão, quando será gasto em o IOF e onde o cliente pode obter descontos.: www.mastercard.com/br/travelcard/home.html

Desvantagens:

- Tem a cobrança do IOF no momento do depósito do dinheiro.

- Alguns bancos permitem a recarga apenas pessoalmente ou por procuração, o que se torna inviável quando estamos viajando. No meu caso, é possível fazer a recarda diretamente da minha conta corrente. Mas é importante verificar como funciona no seu banco.

- A taxa para saque internacional (caso você queira sacar o dinheiro do cartão fora do país) é de US$ 3. – Não acumula milhas.

Cartão de crédito: talvez seja a modalidade mais usada em viagens ao exterior.

Vantagens:

- Concentra todas as despesa numa única forma de pagamento.

- Segurança: você paga mediante senha e pode cancelar em caso de perda ou roubo.

- Acumula milhas em todas as transações. Desvantagens:

- Tem a cobrança do IOF.

- Compras feitas fora do país não permitem parcelamento, uma mania de brasileiro. Por conta disso, todas as compras chegam juntas, numa única fatura. E os juros, caso o pagamento não seja honrado, são altíssimos.

- Existe um limite aprovado. Se o valor for atingido a compra não poderá ser realizada e você ficará na mão se não tiver um outro meio de pagamento.

- O cálculo do valor, em reais, é feito no dia do fechamento da fatura, considerando o câmbio do dia. Se o dólar estiver alto não tem o que ser feito.

Saque da conta corrente: É um saque feito direto da sua conta corrente, lá no país em que você estiver, na moeda local.

Vantagem:

- Você não precisa ficar viajando com um monte de dinheiro em espécie. Pode sacar o que precisar quando chegar na cidade. Se viajar para países de moedas diferentes poderá sacar diretamente na moeda da região, sem se preocupar com trocas em casa de câmbio.

Desvantagens:

- Uma taxa é cobrada a cada saque. No meu banco essa taxa é de R$ 9, mas isso varia muito, então precisa consultar.

- Tem a cobrança de IOF sobre o valor sacado.

- Você precisa ter um caixa eletrônico onde está. Geralmente são as ATM machines que permitem saque de acordo com a bandeira do seu cartão. Vale lembrar que todos os cartões devem ser liberados para o uso no exterior aqui no Brasil.

Eu escolhi fazer um travel card diretamente no meu banco. Solicitei pela internet, coloquei créditos (pode ser feito depósitos de US$ 50 a US$ 3 mil por transação) e receberei o cartão físico (optei pela bandeira Mastercard) em dez dias, em casa. A cada mês farei depósitos que poderei utilizar durante os dez dias de viajem em qualquer estabelecimento que aceitar cartão de crédito dessa bandeira. A taxa de conversão foi a do dia (da hora que cliquei, mais precisamente) e o valor do IOF já foi contabilizado. O dinheiro saiu da minha conta no mesmo instante que fiz a solicitação.

 

selo mae indica

Esse texto é originalmente publicado no portal financeiro Wintrade. Passa lá para conferir outros textos!

Seis anos de muito companheirismo

nannaejarbas

Há seis anos ele nasceu. Numa sexta-feira fria de junho, no meio da tarde, numa das avenidas mais importantes de SP. Mais paulistinha impossível para contrariar o sangue baiano da mãe. Há seis anos Gabriel transformou a minha vida. Virou uma parte de cabeça para baixo, me fez rever absolutamente todas as prioridades, se encaixou perfeitamente bem na minha (na nossa, aliás) vida e preencheu todo e qualquer espaço em branco dela. Há seis anos somos cúmplices e companheiros e, desde então, eu não me sinto mais sozinha.

Essa sensação de preenchimento é algo indescritível. É algo muito diferente do amor pelo namorado, marido ou amigo. É algo visceral, instintivo, carnal, eu diria. É amor incondicional, mas mais do que isso, é uma sensação de que eu nunca mais vou andar sozinha.

Isso ficou muito claro para mim há uns anos, quando eu e o marido tivemos uma crise e ficamos alguns meses afastados. CLARO que você sente falta, claro que dói, claro que dá saudade e que abre um buraco no coração da gente. Mas estar com Gabriel me confortava de tal forma que, pela primeira vez, eu entendi o que é o amor por uma pessoa e o que é a carência, o desespero e o medo de ficar sozinha.

Depois de ter filho, esses sentimentos ficaram muito claros para mim. Estar casada envolve muita coisa, principalmente um amor gigantesco. Mas nunca mais essa sensação de estar tapando buracos a qualquer custo.

E há seis anos nós temos uma relação deliciosamente amorosa. Nos entendemos pelo olhar, pelo toque, pelo beijo. Uma palavra basta. Às vezes nem é preciso dela. Ele me faz companhia em tardes chuvosas, quando ficamos horas vendo filmes juntos. Saímos para jantar a dois e não paramos um só momento de conversar. É com ele que eu aumento o som do carro e cantarolo estranhamente as músicas em inglês. Ou inventamos rimas engraçadas quando a música é chata. É ele que me tira do sério na mesma velocidade que me emociona, quando derrama uma lágrima “por emoção” ao fim de um filme ou um texto.  É ele que me encanta com a sua inteligência e ousadia em querer aprender, descobrir, entender. Ele não faz nada por fazer. Gabriel precisa dar sentido para tudo na vida.

E ele, meu filhote, está fazendo apenas seis anos. Mas já toca o coração dessa mãe chorona como se a gente convivesse há 60. Filho, eu tenho um orgulho danado de você! Parabéns pelos seus seis anos de alegria!

 nanna-nenem

Esse texto é originalmente publicado na Revista Pais & Filhos, e faz parte da coluna Nanna Neném, de minha autoria. Passa lá para conferir outros textos!