A gente sempre tentou ter uma alimentação saudável em casa, desde antes de Gabriel nascer. Sem neuras ou radicalismos (vim de uma infância com pai macrobiótico, só eu sei o que sofri
E, apesar de Gabriel ser uma criança no peso ideal, que come bem e adora bater um belo prato de feijão, ele não resiste (óbvio) a um chocolate ou salgadinho de pacote. Por isso temos uma regra: só aos finais de semana.
E a gente evita ao máximo comprar e ter esses alimentos em casa, mas se rolar dele comer, ok. A única coisa que a gente nunca deu e evitaremos ao máximo, são os refrigerantes. Eu sou super viciada em Coca Zero, Jarbas curte também. E a gente sabe o mal que faz. Claro que um dia será inevitável, ele vai comprar com a própria mesada e provar. E pode gostar… ou não.
Mas, um belo dia, Jarbas tomava um grande copo de Coca em casa e Gabriel pediu. Assim, na lata: “papai, quero Coca”. Passado o primeiro espanto, de um serzinho com menos de dois anos pedir Coca-cola, com nome e sobrenome, veio a ideia: café.
Jarbas foi à cozinha, colocou café frio na garrafinha de 600 ml de Coca e, naturalmente, serviu Gabriel. Ao primeiro gole e uma cara horrorosa, ele cuspiu e disse que não gostou. De lá pra cá a bebida preferida dele é água.
Concordo que o tratamento é de choque. Mas funcionou, não é? A gente sabia que ele não tomaria o café, frio e sem açúcar. E não há vantagem nenhuma na criança se acostumar com refrigerantes. Por isso a gente não se arrependeu do que fez. Hoje a melhor frase de Gabriel quando estamos sentados à mesa é: “Coca é caca”!
