Quem é baiano -ou teve infância na Bahia- lembra do brinquedinho que foi febre na nossa adolescência, o bate-bate. Duas bolinhas presas a um cordão que se chocam fazendo um barulinho repetitivo insuportável. Ah, e algumas manchas roxas no punho. Isso porque as bolinhas, quase sempre, batiam no braço (e não na outra bolinha, como deveria ser).
Pois bem, nesse verão a gente descobriu que o tal do bate-bate voltou. E claro que Gabriel pediu o seu de presente. E claro que o toc, toc, toc das bolinhas permanecem até hoje em meus ouvidos. Segundo minha irmã Bia, o brinquedo voltou na moda por causa de uma música de axé (ah vá!) de algum grupo baiano que eu não lembro o nome.
Mas como o tempo só conta a favor da tecnologia, o bate-bate de hoje tem bolinhas de plástico levinhas (eu ainda juro que as do nosso tempo eram feitas de cimento, de tão pesadas. Mas há quem diga que eram de acrílico), que fazem um som ainda mais fino. Sim, mais irritante também. Ah, e na Praia do Forte custa R$ 10. Enquanto na Lapa, segundo a mesma irmã Bia, é possivel comprar o brinquedo por R$ 3. Coisa pra turista??? Claro que não…. rs
Sei que o tal brinquedo já está na mala, junto com os favoritos de Gabriel. E chegará sexta-feira em São Paulo. Aí será um tal de toc, toc, toc, toc, toc sem fim! Mas que é bonitinho ver a felicidade dele acertando fazer as bolinhas se baterem, isso é! eu até esqueço do som!
queri comprar