O desejo gerado pelo que passa na TV

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Você já pensou como seu filho é bombardeado pelas informações publicitárias que passam na TV? É um tal de eu quero isso, eu quero aquilo, vamos pra tal lugar… que não acaba mais.

Você já pensou em dizer não? e como faz isso? E quando cede às tentações da mídia, como se sente? será que você está criando uma criança manhosa e acostumada com o querer tudo?

Neste mês, lá na Wintrade eu falo sobre isso. Aqui na minha casa a TV é liberada, mas o consumo proveniente dela, não. Para isso eu uso algumas técnicas e lanço mão de artifícios para não gerar um escândalo a cada intervalo da Chiquititas. E você, como faz?

Dá uma espiada no na Coluna de Consumo Infantil da Win e me conta!

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A influência da televisão no consumo infantil deve ser freada pelos pais em forma de conversa, negociações e, às vezes, com um duro “não”

Resolvi voltar ao ponto do consumo de alimentos não saudáveis atrelado aos brindes, pois é algo corriqueiro na vida de pais que saem com os filhos. Lojas de fast food continuam anunciando suas promoções de lanches + brinquedos em canais infantis e apresentando variedades mensais de bonecos, carrinhos, maquiagens e bolsinhas. No mês das crianças, somam-se às redes de alimentos as lojas de departamento, que estipulam um brinde infantil a cada tantos reais que o papai ou a mamãe gastarem. (leia mais!)

@magazineluiza dá a dica: O brinquedo certo para cada idade

Olha que legal: recebemos esse post criado pela equipe Magazine Luiza (@magazineluiza), exclusivamente para publicarmos!
E dica que é dica a gente passa pra frente! Vale dar uma espiadinha…

foto: Free Digital Photos

Brinquedos são essenciais ao desenvolvimento cognitivo infantil, e, por isso, pais e educadores devem prestar atenção no momento da escolha destes objetos tão importantes e relevantes para uma construção mental saudável das crianças.

O primeiro passo, para escolher os brinquedos certos, é saber quais estimulam um aprendizado adequado e quais servem apenas como distração, sem acrescentar, de fato, algum conhecimento cognitivo. Além disso, os pais devem levar em consideração que a faixa etária da criança influencia na escolha.

Para facilitar essa decisão, a princípio sem importância, mas determinante ao bom crescimento emocional e mental dos pequenos, confira abaixo algumas dicas e sugestões de brinquedos indicados como adequado de acordo com a faixa etária das crianças.

 * Zero a cinco meses *
Durante os seus primeiros meses de vida, as crianças agem principalmente por instinto, recorrendo sempre às suas percepções sensoriais, tanto para se conectar com o mundo quanto para expressarem o que estão sentido. Portanto, chocalhos, brinquedos musicais, mordedores, livros de pano e objetos que chamam a atenção para o seu tamanho, forma, cor, som e textura são os mais indicados.

* Seis meses a um ano *
Este é o período quando a criança cresce muito rapidamente. Por isso, brinquedos mais vistosos com guizos, ilustrações, bonecas de tecido, bichinhos de pelúcia produzidos com material atóxico, objetos encaixáveis, legos em tamanhos adequados, telefones de brinquedo e peças que façam barulhos são interessantes e prendem a atenção dos pequenos.

* Um a três anos *
Esta é a época em que muitas crianças ficam muito agitadas e elétricas. O ideal, portanto, é optar por utensílios que instiguem seu movimento corporal. Por exemplo, carrinhos grandes para puxar, cavalinhos de balanço, escorregadores e balanços ao ar livre, bolas infláveis, aparelhos domésticos de brinquedo e instrumentos musicais próprios são excelentes.

* Três a seis anos *
A partir dos três anos, as fantasias transformam a imaginação dos meninos e meninas. As habilidades em jogos de faz-de-conta são elevadas ao máximo, permitindo que a criança crie mundos imaginários e situações fantásticas, desempenhando papéis de adulto e personagens preferidos. Dessa forma, equipamentos que auxiliem na criação destes mundos são bem-vindos. Como exemplo, é possível citar lojas em miniatura, dinheiro de brinquedo, casas de boneca, entre outros.

Ainda nessa fase, inicia-se um processo de aprendizado mais intenso. Para estimular habilidades como leitura e raciocínio lógico, os pequenos podem brincar com jogos, os de encaixe e de relacionar cor, por exemplo, e livros ilustrativos. Ouvir histórias, assistir filmes e desenhar também fazem parte das possibilidades que agilizam o desenvolvimento cognitivo das crianças.

Para estimular a fala, os pais podem recorrer a brincadeiras simples, como trava línguas e cantar. Tudo para que os pequenos possam aprender brincando.

* Seis a nove anos *
Jogos que exijam uso da imaginação e forçam a atividade cognitiva, como caça-palavras, jogos de memória, tabuleiro, carrinhos, e kits para colorir podem ser utilizados por crianças de seis anos e mais. Para trabalhar o equilíbrio e gastar as energias, elas podem se divertir com bicicleta, patins, patinetes, artigos esportivos e brincadeiras coletivas, como esconde-esconde e pega-pega, que auxiliam também na formação de seu caráter social, dando início a relações de amizade e coleguismo.

Ao escolher o brinquedo certo e fazendo brincadeiras saudáveis, a criança consegue desenvolver mais rapidamente suas habilidades e tem menos chance de enfrentar problemas ou dificuldades de aprendizagem.

A fabulosa Caixa de Objetos Perdidos

Fica a dica para o fim de semana: você conhece a caixa de objetos perdidos? Que tal fazer uma?

Lembra daquele jogo que ninguém mais usa por conta de uma peça perdida? Um botão da roupa que caiu e ficou perdido meses no fundo da bolsa? E o ingresso daquele filme massa que vocês viram juntos ou a chave da sua primeira casa? Bem, esses itens podem parecer idiotas e desnecessários no dia a dia. Mas juntos eles formam a Caixa de Objetos Perdidos. Uma invenção minha, talvez começada pelos meus brincos de bebê sem pares que a minha mãe me deu há anos atrás, ou com uns dados redondos que meu pai trouxe de alguma viagem ao exterior.

O fato era que eu ia juntando objetos despretenciosos, uma peça de quebra-cabeça, uma chave, um dado redondo, um brinco e aí, no meu mundo criava a minha própria brincadeira e me divertia horas com ela. E esses dias, navegando na ETSY(vício, indico!), achei uma linda caixa de objetos perdidos, que na verdade chama-se pocket size amusement kit for kids. (ps: também são objetos perdidos, desconexos ou aleatórios que têm como objetivo entreter as crianças. Mas como prefiro o nome criado por mim, foi assim que eu apresentei a coleção).

A minha caixa se foi. Ficou perdida no tempo, entre mudanças, andanças e faxinas. Mas eu consegui resgatar exatamente a lembrança da casa de vovô Careca, há uns 25 anos, quando a gente juntava os pequenos objetos nas caixas, quando fazíamos coleções aleatórias de selos, pinças, pedras, canetas, e sei lá mais o quê. E depois, na minha casa, eu mexia, remexia, arrumava utilidades e criava diferentes situações. #emocionante.

Gabriel ganhou sua primeira Caixa de Objetos Perdidos pré montada e já começou a alimentá-la, com figurinhas, um volante de carro ou uma cabeça de playmobil. Ela fica guardada na minha cabeceira, apesar de ser dele, tamanho é o apreço que criei pelo conteúdo. E esses dias o vi mexendo e revirando a gaveta. “O que foi Gabi?”, perguntei. “Preciso da minha caixa de objetos perdidos. Preciso da chave. O Ben 10 está preso na gaveta e só essa chave pode salvá-lo”, ele respondeu seríssimo, com foco na procura.

Me emocionei. Ele entendeu direitinho a essência da brincadeira imaginária. E está adorando torná-la realidade.

 

A febre do bate-bate

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Quem é baiano -ou teve infância na Bahia- lembra do brinquedinho que foi febre na nossa adolescência, o bate-bate. Duas bolinhas presas a um cordão que se chocam fazendo um barulinho repetitivo insuportável. Ah, e algumas manchas roxas no punho. Isso porque as bolinhas, quase sempre, batiam no braço (e não na outra bolinha, como deveria ser).

Pois bem, nesse verão a gente descobriu que o tal do bate-bate voltou. E claro que Gabriel pediu o seu de presente. E claro que o toc, toc, toc das bolinhas permanecem até hoje em meus ouvidos. Segundo minha irmã Bia, o brinquedo voltou na moda por causa de uma música de axé (ah vá!) de algum grupo baiano que eu não lembro o nome.

Mas como o tempo só conta a favor da tecnologia, o bate-bate de hoje tem bolinhas de plástico levinhas (eu ainda juro que as do nosso tempo eram feitas de cimento, de tão pesadas. Mas há quem diga que eram de acrílico), que fazem um som ainda mais fino. Sim, mais irritante também. Ah, e na Praia do Forte custa R$ 10. Enquanto na Lapa, segundo a mesma irmã Bia, é possivel comprar o brinquedo por R$ 3. Coisa pra turista??? Claro que não…. rs

Sei que o tal brinquedo já está na mala, junto com os favoritos de Gabriel. E chegará sexta-feira em São Paulo. Aí será um tal de toc, toc, toc, toc, toc sem fim! Mas que é bonitinho ver a felicidade dele acertando fazer as bolinhas se baterem, isso é! eu até esqueço do som! :-)

Saci-batman-pererê

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Hoje fomos à feira. E como vocês já sabem Gabriel ADORA FEIRA!

Ele espera todos os dias pela quinta, tira dinheiro do porquinho, conta moedinhas…. Tudo para comprar um brinquedo de feira!

E hoje não foi diferente. Eu atrasada para uma reunião, na porta da escola, e ele com aquela carinha: “ahhh mãe, por favorzinho”…. Assim mesmo!

E lá fomos nós em busca da tranqueira da semana! (rs) barraca vai, vem – e eu não sei porque rodamos, se sempre paramos na primeira, que tem os brinquedos falantes – e encontramos o alvo! Um batman preto, com um “brilhante” no peito que, quando quer, pisca. O mais ching ling possível.

E são esses que eles mais amam! Por R$ 10 levamos pra casa.

Bem, não preciso dizer que na primeira queda a perna do Batman se separou do corpo. Mas tudo bem, disse Gabriel. “Ele é o Batman, mãaaeeee. Ele tem capa e voa”! Claro, quanta ingenuidade a minha. O Batman, afinal, não precisa de duas pernas.

“Mãe, vc sabia que mesmo sem perna meu Batman é um super-herói? Agora ele é o Saci-Batman-Pererê”! 

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