
Todas as minhas amigas gestantes perguntam quais foram os critérios que usei para a escolha da maternidade.
Eis aqui alguns:
– Cobertura pelo plano de saúde
– Equipe médica (o obstetra me ajudou nesse filtro avaliando as possíveis maternidades e o corpo clínico)
– Localização (vai que eu entrasse em trabalho de parto numa sexta-feira com chuva e trânsito)
– UTI neo natal e adulto
– Hospedagem e estrutura da maternidade
Fiquei com muita dúvida se escolhia ter meu filho numa maternidade ou se iria para uma maternidade que ficasse dentro de um hospital.
Até que em uma das visitas a um hospital, uma coisa estranha aconteceu: ao sair –encantada- da visita das instalações (quartos, centro cirúrgicos, etc.) peguei o elevador com uma família que chorava muito. Eu não sei detalhes, mas deu para perceber claramente que eles tinham acabado de perder alguém. E era uma tristeza só. Nesse momento eu lembrei de uma frase da minha avó, que teve oito filhos: minha filha, o dia do nascimento do seu bebê deve ser só de alegria. E todos em sua volta devem estar tão felizes quanto você.
Eu não queria dividir esse momento com pessoas que estavam sofrendo pela morte ou doença de alguém. Pode parecer bobagem, crença, superstição. Pode até parecer coisa de grávida. Mas se alguma coisa acontecesse ao Gabriel, acho que levaria essa culpa comigo para sempre.
Eu queria um lugar que fosse responsável apenas por trazer vidas, com a alegria das crianças e energia das mães que esperam nove meses por aquele momento. E foi assim que fiz a escolha pela maternidade. O critério decisivo não foi técnico ou medico, foi apenas o sentimental.

Comente!