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Como tratar conjuntivite em crianças e bebês?

Cima seco, escolinha e muito pega-pega são os caminhos mais comuns para a conjuntivite aparecer.
Clima seco, escolinha e muito pega-pega são os caminhos mais comuns para a conjuntivite aparecer.

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que reveste os olhos. Trata-se de uma das doenças oculares mais comuns, com grande potencial de transmissão entre as pessoas.  Os olhos ficam avermelhados, irritados, e dificultam a visão. Mas, quando acomete crianças pequenas, incapazes de manifestar exatamente o que as incomoda, a doença exige medidas extras por parte dos oftalmologistas.

De acordo com Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, em crianças e bebês, o exame da conjuntiva também deve incluir os linfonodos – responsáveis por combater a infecção. “É muito importante ter ciência dos ambientes frequentados pelo paciente, sendo informado, também, se há outros relatos da doença na família ou no ambiente escolar. Em determinados casos, também fazemos a cultura da lágrima para analisar a existência de bactérias e definir o tipo de antibiótico a ser prescrito”.

menino-ouuuExistem sete tipos de conjuntivite:

  1. neonatal,
  2. infecciosa,
  3. alérgica,
  4. irritativa,
  5. química,
  6. associada a outra doença de base,
  7. seca.

“A neonatal é a conjuntivite do recém-nascido, geralmente transmitida de mãe para filho no trabalho de parto. Neste caso, trata-se de um quadro grave e que exige tratamento urgente e rigoroso. Na maioria dos casos, a criança permanece internada até receber alta do médico oftalmologista”.

De acordo com o médico, o tipo mais comum de conjuntivite é a infecciosa, podendo ser causada por vírus ou bactérias. “A bacteriana é relativamente fácil de tratar e muitas vezes evolui espontaneamente para a cura. Já a viral é responsável por mais de 90% dos casos de conjuntivite, tem caráter epidêmico e deve ser tratada por uma ou duas semanas, até que esteja curada definitivamente. Em caso de complicações, é importante fazer um tratamento rigoroso, podendo ser transmitida pelo contato físico, manual, ou através de objetos de uso comum.

No caso da conjuntivite alérgica, geralmente ela está associada a manifestações como asma, eczema, rinite ou urticária, como resultado de um desequilíbrio entre agentes externos e resposta imunológica.

Poeira, fumaça, ar-condicionado etc. podem desencadear a conjuntivite irritativa. Já a química é resultado de queimaduras da conjuntiva por ácidos ou gases que podem levar à perda da visão. “Neste caso, o paciente deve lavar exaustivamente os olhos com água corrente e buscar ajuda especializada o mais rápido possível, para que não haja comprometimento permanente da visão”.

Doenças como gota, disfunções da tireoide, psoríase, lúpus e artrite reumatoide, entre outras, também facilitam a ocorrência de conjuntivite. Neves alerta para o tipo ‘seco’ de conjuntivite, que ocorre quando o olho e a conjuntiva estão secos por conta da diminuição da quantidade de lágrima produzida pelo paciente ou ainda por conta da baixa umidade relativa do ar. Esse tipo da doença é mais comum em habitantes de grandes metrópoles ou ainda pessoas que trabalhar o dia todo em ambiente com ar-condicionado.

“O tratamento da conjuntivite, tanto em crianças e bebês, como em adultos, depende do agente causador. Geralmente, compressas de água fria são recomendadas para aliviar a ardência e o mal-estar provocados pela irritação. Também podemos orientar o paciente a usar lágrimas artificiais, soro fisiológico e determinados colírios. Casos graves exigem medicação via oral em conjunto com o alívio local. O paciente infectado tem de intensificar a higiene ocular, evitar contato com outras pessoas, lavar muito bem as mãos várias vezes ao dia e usar lenços e toalhas descartáveis.”

Os pais devem cuidar para que as crianças não fiquem coçando os olhos durante o tratamento, evitando que elas compartilhem brinquedos com outras crianças durante os quinze dias que geralmente dura a doença.

Fonte: Prof. Dr. Renato Neves, médico oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.

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4 Comentários

Categories: SaúdeTags: clima seco, conjutivite, Eye Care, Eye Care Hospital de Olhos, oftalmologista, olhos, vírus

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Comentários

  1. Anônimo

    em

    Eu quero sabe a conjuntivite

    Responder
    • Ronaldo gomes

      em

      A minha bebe ta com conjuntivite mas ela ta remelando os olhos ai eu limpo com soro e passo colírio

      Responder
  2. Anônimo

    em

    Quantas vezes ao dia devo limpar.

    Responder

Trackbacks

  1. CONJUNTIVITE EM CRIANÇA E BEBÊ | Enciclopédia Materna disse:
    às

    […] FONTE DICAS DE MÃE […]

    Responder

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