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Mulheres desejam o parto normal, mas terminam na cesárea

Que o Brasil é um país cesarista, com um alto número de intervenções cirúrgicas para o nascimento do bebê, isso não é novidade. Hoje, mais de 50% dos bebês nascem de cirurgias cesarianas. Na rede privada, o número chega a quase 90%. “No Brasil há fenômeno que é uma padronização do parto cesárea”, diz Simone Diniz, chefe do Departamento de Saúde Materno-infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP, que participou hoje do primeiro dia do V Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância. Mas o que fazer para mudar essas estatísticas? Informar, desmistificar o parto normal e formar médicos com vivência em partos normais planejados.

Simone acredita que ter uma gestante mais bem informada durante o pré-natal, já ajudaria a reduzir o número de cirurgias cesarianas. “Hoje as atividades educativas para a gestante estão muito centradas em poucos aspectos da gravidez, como a amamentação. Isso é pouco efetivo. É tudo muito burocrático”, diz. Nos hospitais e clínicas esse é um assunto sempre debatido mesmo.

E isso é verdade! Tiro pela minha experiência que, nas duas gestações, escutava muito mais sobre a importância da amamentação do que qualquer outra coisa relacionada à minha gravidez. Inclusive informações sobre os tipos e possibilidades de parto.

“É preciso mostrar para a mulher que o corpo dela está mudando, o que ela pode identificar, quais sintomas são de risco e como ela lidaria com as questões emergenciais”, sugere Simone.

Trazer uma paciente bem informada para a hora do parto pode mesmo ser um fator de sucesso. Mas não é só isso. É preciso mudar a cultura do parto, tanto entre os médicos como com a própria família.
Por exemplo, a maioria dos países considera o bebê a termos, ou seja, pronto para nascer, após a 39a semana. No Brasil, um bebê após a 37a semana já não é considerado prematuro. Isso, obviamente, gera um aumento excessivo da procura pela cesárea antes da hora certa do nascimento. “O trabalho de parto, por exemplo, tem um efeito significativo no desenvolvimento do recém-nascido. Ele ajuda na diminuição do risco da Diabetes tipo I, da asma e da quantidade de vezes que o bebê fica doente.”

Simone diz que, no Brasil, insistir em ter um parto fisiológico, ou seja, normal, parece ser uma agressão ao sistema. “As mulheres acham que não aguentarão a dor, que a vagina ficará deformada ou relatam ter nojo. E quanto mais favorecida é a classe, mais a gestante opta pela cesárea”.

Razões da preferência inicial da gestante pela cesárea (na primeira gestação)

Medo da dor do parto (cerca de 75%)
História de familiares ou amigos
Problemas de saúde
Comodidade para a mulher
Maior segurança cesariana para o recém-nascido
Medo de o parto vaginal alterar a vida sexual
Informação que recebeu sobre o parto

Razões da preferência inicial da gestante pelo parto normal (na primeira gestação)

A recuperação é melhor (cerca de 75%)
O parto normal é melhor
História de familiares ou amigos
Medo da cesariana
Informação que recebeu sobre o parto
Desejo para o parto normal

Cerca de 70% das mulheres têm o parto normal como preferência inicial, mas terminam em uma cesárea.

 

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6 Comentários

Categories: MulherTags: desenvolvimento infantil, gestação, gravidez, infância, médico, parto cesárea, parto normal, primeira infância

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Comentários

  1. michele

    em

    eu quero muito ter um parto normal,mais já tive cesariana,a minha pergunta é quem tem a pimeira cesariana pode ter um próximo parto normal?

    Responder
    • Janaína Targino

      em

      Pode sim! Minha primeira filha nasceu de cesárea e o meu filho nasceu de parto normal.

      Responder
  2. Rosane

    em

    No meu caso foi o contrario tive o meu primeiro filho por parto normal.nos primeiros 7 anos mais estava internado em hospitais que em casa tudo devido um parto normal mal sucedido.15 anos depois dive gemeas de cesaria eu me recuperei mais facil q do parto normal pois dive dois anjos em casa e nunca ficaran doente;cada caso e um caso.no meu .parto normal nunca mais

    Responder
  3. Jessica Maria Santos da Silvei

    em

    Tenho 3 filhos e todos de parto normal,tive auxilio do hospital e das enfermeiras,bom medo todas tem eu era medo da dor e das historias que eu ouvia,mais eu me mantive firme e os meus 3 filhos nasceram pelo SUS que não deixa nada a desejar para rede privada.
    E estou gravida de novo e esse estou tendo acompanhamento pela rede privada,mais nada fará com que eu mude de ideia deum parto normal e humanizado assim como os ooutros.
    Comigo cesária só acontece em ultimo caso.

    Responder
  4. Thaysa Maria

    em

    Tenho uma menina de 1 ano, e meu parto foi normal. Praticamente desde o começo da gestação eu quis parto normal. Admito que a recuperação foi bem mais rápida do que pensei, tanto para os serviços domésticos, quanto para o visual também, pois os 17 kilos que ganhei durante a gestação eu perdi tudo me um mês.

    Responder
  5. Simone Vieira de Sousa

    em

    Parto normal ou cesária deveria ser opção, e não obrigação!!!

    Responder

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