Tirando a febre do Pokemon, Go, que de uma certa forma faz as crianças se movimentarem, a maioria dos games e programas de TV não são dinâmicos. A criança senta e, com o auxilio de um controle remoto faz absolutamente tudo. Nem para mudar o canal (como a gente fazia antigamente) elas tiram o bumbum do sofá. A consequência disso? Sedentarismo.
Segundo estudo The Infant and Kids Study (IKS) o sedentarismo constitui uma ameaça à atual geração de crianças e adolescentes de todo o mundo, que estão cada vez mais fisicamente inativos.
Em São Paulo, 75% das crianças das mil crianças entrevistadas (entre 10 e 12 anos) passam quatro horas ou mais por dia assistindo à televisão.
75% das crianças entre 10 e 12 anos passam mais de 4 horas em frente à TV. Share on X
A criança sedentária, quando chegar à fase adulta, pode sofrer de:
Obesidade
Colesterol Alto
Diabetes
Hipertensão Arterial
Podem ter problemas emocionais
E mais: de acordo com o projeto Desenhado pelo Movimento, da Nike, as crianças do Brasil são as menos ativas da América Latina. Se as tendências atuais continuarem, os brasileiros serão 34% menos ativos em 2030 do que eram em 2002.
O impacto da inatividade? Menor expectativa de vida, bilhões de dólares em custos com saúde e redução de produtividade.
“Esse é um fenômeno global, e se não fizermos algo em relação a ele, muitas crianças terão uma expectativa de vida menor que a de seus pais. O que importa é nos movermos mais.” Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos e fundador da Clinton Foundation.
As crianças de hoje são a primeira geração que tem uma expectativa de vida menor que a de seus pais. E se elas tivessem 5 anos a mais de vida, o que será que elas fariam? E você?
Obesidade: consequência da inatividade infantil.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade infantil poderá afetar 75 milhões de crianças nos próximos 10 anos. Hoje, 45% das crianças da faixa etária de 10 a 12 anos não fazem nenhuma atividade física, quando, segundo a OMS, elas deveriam praticar alguma atividade física por cerca de 300 minutos por semana, o que significa pouco mais de 40 minutos todos os dias.
Para tirar a criança do sedentarismo, faça ela praticar alguma atividade física por 40 minutos por dia. E pega-pega, esconde-esconde ou futebol com os amigos conta!
O risco de obesidade cai 10% para cada hora de atividade física de intensidade moderada ou forte praticada diariamente pela criança.
<strong>Ensine para a criança</strong> o que é comida saudável e o que não é. O que funciona aqui em casa é fazermos uma tabelinha de geladeira, que o filho mesmo preenche, categorizando o que é do bem (saudável) e o que é do mal (o que não faz bem pra saúde se consumido em excesso).
Com isso a gente faz a “batalha dos alimentos”, onde o bem sempre vence o mal. Ou seja, para o corpo ficar bem, quem comer um alimento do mal, tem comer um do bem também!
É lúdico, é didático e eles adoram!
(Essa é uma atividade nossa, não tem valor científico nem nutricional comprovado!)
Imprima e coloque na sua geladeira!
Infográfico Faça Trocas Saudáveis
Infográfico Idade para Iniciar nos Esportes
Controlar a atividade física com a quantidade de passos
Uma dica boa é colocar uma pulseira do bem-estar que marca passos, calorias gastas e quilômetros percorridos na criança. Com isso, você estima uma meta diária que a criança tem que se movimentar. Isso pode ser convertido em perdas calóricas e quilômetros. Essas pulseiras, quando sincronizadas com aplicativos, identificam até a qualidade do sono da criança.
Gabriel usa a pulseira Smart, da OEX, e não tira nem para dormir. Com isso, eu consigo saber (pelo aplicativo em meu celular) todas as informações sobre as atividades diárias dele, inclusive o sono. Essa pulseira tem preço sugerido de R$ 150.
E, a cada 10 mil passos, Gabriel tem até 2 horas de eletrônicos (games, filmes, desenhos, etc.) em casa.
“A obesidade infantil é uma doença de consequências graves que se instala em múltiplos órgãos. Excesso de gordura corpórea na infância é causa de diabetes, hipertensão, elevação dos níveis de colesterol e triglicérides, tendência à coagulação acelerada do sangue, alterações na parede interna dos vasos e maior produção de insulina.” Drauzio Varella, médico.
O documentário “Muito Além do Peso” mergulha no tema da obesidade infantil ao discutir por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.
5 Anos a Mais
Fontes: Drauzio Varella; OMS; Nike; The Infant and Kids Study (IKS), realizado pela Nestlé; Academia Bodytech; GNT;
Imagens infográficos: Stock Unlimited.
Espero que tenha gostado desse TIP. Abaixo, outros assuntos superinteressantes.


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